sobre meus três partos e as lições que aprendi

Eu já falei aqui um pouco a respeito da minha experiência com o parto normal, mas desde que escrevi aquele relato e depois lendo sobre as vivências, dúvidas e medos de outras mães, fiquei com vontade de voltar ao assunto, pra falar um pouco mais sobre o que vivi quando meus três filhos nasceram, o que aprendi em cada um desses momentos, e pra evitar também que o passar do tempo leve as recordações que tenho dessa época, deixando aqui no blog um registro escrito, sobre o qual poderei me debruçar todas as vezes que sentir necessidade de voltar ao nascimento deles.

Carol nasceu no dia 30 de junho de 2004. Eu estava com 38 semanas de gestação quando, por volta de meia-noite, quando fui deitar, a bolsa rompeu. Olhei pra cama toda molhada, chamei Cinho e disse a ele: chegou a hora, more. Carol está vindo. Levantei calmamente, pedi a ele para pegar as malas e fui tomar banho, enquanto ele me perguntava milhões de vezes se realmente eu precisava tomar banho, temendo que a nossa primeira filha nascesse ali mesmo, dentro do box. Mas eu não sentia qualquer dor, apenas muito líquido saindo. Nem sinal de contrações. Liguei para a minha médica e segui para o hospital. Chegando lá, fui examinada pelo plantonista. Não havia dilatação e continuava sem contrações.

Depois de devidamente acomodada num quarto, a médica chegou, fez o exame de toque e me disse que ainda não havia dilatação, e que o processo provavelmente seria lento, porque eu também não tinha contrações. Perguntou se eu preferia fazer logo uma cesárea ou se preferia tentar o parto normal, através da indução, com aplicação de ocitocina. Eu disse que sim, que não queria fazer cesárea e que esperaria o tempo necessário para que o parto normal acontecesse. Ele me apoiou e ficou no hospital a noite inteira, indo e vindo ao meu quarto medir batimentos do bebê, a minha pressão, verificar a dilatação etc. Quando o dia já estava amanhecendo, por força da medicação, as contrações se intensificaram muito e fui levada para a sala de parto.

Estava tão alucinada de dor que não conseguia prestar atenção em nada. Lembro-me de ter pedido desesperadamente uma anestesia, que foi feita, mas fiquei com a sensação de que nada adiantou. A dor era quase insuportável. Minha médica pedia pra eu fazer força, a minha respiração estava descontrolada, porque tudo pra mim era novo e aquilo era o máximo que podia fazer. Quando estava já exausta e buscando as minhas últimas forças, Carol nasceu, linda, com 3,330Kg. Lembro-me do alívio que senti após a expulsão. Toda a dor foi embora imediatamente. Só ficou o incômodo pela sutura da episiotomia. Ela passou por todos aqueles procedimentos invasivos que a gente já conhece, veio para o meu colo, mas não mamou. Eu nem pensei nessa possibilidade e a equipe também não. Nem minha médica, certamente. Carol nasceu às sete horas da manhã, depois de sete horas de trabalho de parto e só foi mamar às sete da noite, porque dormiu o tempo todo desde a hora que chegou ao quarto. Devia estar cansada tadinha, depois de tudo o que passamos juntas.

Lembro-me de ter sentido um alívio por ter dado tudo certo. E cheguei à conclusão de que o parto normal fora uma escolha acertada, consciente. A sensação era a de que seria capaz de viver tudo aquilo de novo.



Carol


Alice, minha segunda filha, nasceu no dia 05 de novembro de 2006, de um parto muito mais rápido. Acordei às cinco da manhã, na 39º semana de gestação, e fui para a cozinha comer uma banana, morrendo de fome. Encostada na pia, pensando na vida (sabem como é...), senti algo diferente, a bolsa havia estourado, mas descia pouco líquido. Corri para o quarto e chamei Cinho. Não foi preciso nem dez minutos para que eu começasse a sentir as contrações. Vocês nem imaginam como fiquei feliz com as dores que elas provocavam, porque estaria livre da ocitocina! Tomei um banho rápido, liguei pra minha médica e corri para o hospital, já com um intervalo de dez minutos entre uma contração e outra, mas tudo sob controle.

O plantonista que me recebeu disse que ainda não tinha dilatação suficiente e mandou que subisse para o quarto e aguardasse. Quando cheguei ao quarto, tomei outro banho, quase morrendo de dor, e a partir daí não consegui mais sentar. Era mais fácil ficar em pé, menos dolorido. Quando minha médica chegou, cerca de uma hora depois, fez o exame de toque e aproveitou para romper de uma vez a bolsa. A partir daí, a cada contração fazia força. Lembro-me de que na maca, indo pra sala de parto, eu me concentrei muito, não só para suportar a dor, mas para fazer a força necessária pra que Alice nascesse logo. Eu só queria que tudo passasse. Estava exausta.

Cheguei na sala de parto com Alice já “coroando”, de forma que não tive nem tempo de tomar anestesia. Minha segunda filha nasceu com 3,820kg, depois de três horas de trabalho de parto. Ela também não mamou logo que nasceu. Entretanto, naquele momento o mais importante era a saúde de minha filha. Eu agradecia o tempo todo por mais esse presente.


Alice



João chegou no dia 15 de outubro de 2009. Quando estava grávida dele, e considerando o meu histórico de dois partos normais, tinha quase certeza de que a gestação não passaria de 40 semanas e de que ele nasceria de um parto natural. A essa altura, já lutava também para que João pudesse mamar logo após o nascimento. Mudei de obstetra, não por esse motivo específico, mas aproveitei a oportunidade pra fazer diferente.

Minha última consulta médica foi com quase 42 semanas e João não dava sinais de que queria nascer. Comecei a ficar angustiada com a possibilidade de uma cesárea, considerando que ele estaria com quase 4kg. Nessa última consulta, já cansada, ansiosa e preocupada em não poder ter meu filho de parto normal, minha médica me tranquilizou, dizendo que tentaríamos sim o parto normal, que eu ficasse tranquila (oi?), pois tudo daria certo. Saí de lá direto para o hospital, com a prescrição para tomar ocitocina. Cheguei ao hospital às 11h da manhã, subi para o quarto e tomei a medicação. A ocitocina demorou mais de uma hora pra fazer efeito. Mas também, depois que as contrações começaram a chegar, foi um Deus nos acuda, quanta dor, quanta dor.

Passei horas andando pra lá e pra cá nos corredores do hospital que, por sorte, tinha um terraço com uma vista linda, onde eu ia tomar um ar puro. Minha médica ficou praticamente o tempo todo comigo e fez várias massagens nas minhas costas, na cintura, no quadril, para aliviar a dor. Cinho também me ajudou muito, ficou o tempo todo do meu lado, segurava o carrinho de soro enquanto andava no hospital de um lado pra outro e fazia cara feia a cada contração. Fiquei oito horas nesse processo, em pleno trabalho de parto.

Às 19:30h, quando a médica me examinou, a dilatação já era suficiente para o parto. Ela pediu uma cadeira de rodas pra me levar até a sala (que inclusive era própria pra partos normais-PPP), mas eu disse que preferia ir andando, as caminhadas aliviavam muito as dores. Já na sala, continuei andando, andando, e só me sentei na cama minutos antes de João nascer. A cada contração fazia tanta força que achava que as minhas veias iam explodir!

A mão de Cinho ficou toda roxa e com arranhões, de tanto que apertei. Lembro-me, no auge da minha loucura com a dor, da médica ter me perguntado: “você não quer tomar anestesia?”. E eu respondi: “Nããããããõoooo! Já cheguei até aqui, agora vou até o fim!!!”. Nesse momento, perguntei a ela: “quantas contrações para ele nascer????”. E ela com a maior tranquilidade do mundo, disse-me: “Mais umas três dessas ele nasce, respire fundo”. Gente, faltei morrer só de pensar que, no auge na minha dor, ainda teria de fazer força por mais três vezes! E, de fato, na terceira vez, incentivada mais do que nunca por minha médica, busquei todos os últimos resquícios de força que tinha e ajudei João a nascer, grandão, com 3,970kg. E, para minha alegria e plena realização, mamou logo após, ainda na sala, enquanto a médica cuidava dos pontos.

Encerrava ali a minha história de partos.


João

O que aprendi? Os três partos pra mim foram muito intensos, especiais, e cada um me ensinou alguma coisa. O primeiro, o de Carol, ensinou-me a continuar perseverando nas minhas escolhas e a não me abater diante das dificuldades. Eu consegui realizar o sonho de ter um parto normal, com toda a desinformação e inexperiência que me rondava à época. Isso pra mim foi libertador. A anestesia, a episio, a ocitocina, nada disso fez dele um parto menos “humanizado”, no sentido mais puro da palavra. Porque ali estava eu, entregue, numa luta interna, com meus sentimentos, lançando as minhas últimas forças pra ver um sonho nascer: o de ser, finalmente, mãe.

O segundo, que me trouxe Alice, ensinou-me que a natureza é realmente sábia e que a gente pode ir muito além do que imagina. O fato de não ter dado tempo de tomar a anestesia só me ajudou. Senti-me mais ativa no parto, mais consciente da situação e com mais força para expulsar aquele bebezinho que estava com tanta pressa de sair. A partir dali, sabia que poderia enfrentar qualquer coisa. Eu me senti realizada e agradeci a Deus por tudo ter acontecido tão rápido e de modo tão natural. Faltou dar o peito a Alice ainda na sala de parto e até hoje não sei explicar, não me lembro, porque não lutei por isso.

O parto de João, meu caçula, veio para coroar a escolha que nasceu lá atrás. As experiências anteriores, a preparação que tive, a consciência do meu corpo e da possibilidade de controlá-lo no meio de um processo que é pura emoção, fizeram de mim uma fortaleza. No parto dele, éramos só nos dois. Concentrei-me como nunca e vivi cada minuto como se fosse o último. Eu sabia que, muito provavelmente, era a derradeira chance que a vida me dava de viver o inexplicável. Nunca mais teria outra chance daquela, outro momento como aquele. Precisava vivê-lo intensamente e foi isso que aconteceu. O parto de João me ensinou que o tempo nos torna melhor, mais sensíveis, menos cegos ao que está ao nosso redor.

Quanto a “dor” do parto normal, que preocupa tantas mães, eu acho que ela faz parte de um processo natural, junto com muitas outras sensações, como o medo de não conseguir fazer força, de não ter dilatação suficiente, do bebê ser muito grande, do parto demorar etc. A grande questão é você se preparar para esse momento, informando-se, lendo, conversando com outras mães e acreditando que você pode, sim, viver isso.

Algumas coisas me ajudaram muito nos meses/momentos que antecederam ao parto: os exercícios de fortalecimento do períneo, que aprendi através da hidroginástica e do pilates (mantendo a frequência em casa também); o apoio incondicional de Cinho, que NUNCA titubeou diante das minhas opções; a concentração em torno do que estava fazendo ou precisava fazer (força e concentração nos momentos das contrações, por exemplo); a escolha de uma posição corporal confortável, o que me ajudou a aliviar as dores (a exemplo das caminhadas pelo hospital); as massagens, o controle da respiração, coordenando-a com as contrações e, claro, pensamento positivo, SEMPRE.

Finalmente, não posso deixar de ressaltar que respeito, e muito, as escolhas de cada um. Todo mundo tem seus medos, suas limitações ou sabem o porquê de fazer uma determinada opção. Independente do tipo de parto, e com ou sem informações suficientes, o desejo é o mesmo: o de que mãe e filho fiquem bem.

Mas, por aqui, se eu tiver provocado uma reflexão em torno do tema, principalmente alcançando aquelas mães que ainda tem dúvidas a respeito de um ou de outro tipo de parto, já estou feliz.

No mais, penso que o que aconteceu nessa minha trajetória foi o melhor, dentro do contexto em que me encontrava e das informações que tinha. Hoje, o cenário para um quarto filho seria outro, com certeza. O meu olhar tem um horizonte infinitamente maior. Aprendi que o parto é um momento de revolução, que nos transforma profundamente - a ponto da gente nem mesmo se reconhecer - e merece, por isso mesmo, uma atenção mais do que especial, um olhar atento. 

E a maior lição que ficou guardada em mim: a natureza dá conta de tudo. A gente só precisa se preparar para deixá-la atuar.









quem quiser ler mais histórias sobre partos, é só dar um pulinho no blog Mãe de Guri, da querida Angi, que está publicando depoimentos maravilhosos!

22 comentários:

  1. Ivana. Registrar para recordar. E assim fica melhor. Belas recordações. Beijos!

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  2. Que guerreira!Parabéns!
    Quero muito poder realizar esse sonho do PN...Adorei o post! Lindo querida! Beijos

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  3. Que bonito guerreira, acredito que toda mãe é guerreira, por que se tivermos que passar pelo que for passamos
    Infelizmente meu parto n foi PN, eu queria muito, mas como vc disse a natureza é tudo ...ela deve ter feito esse plano assim pra mim

    mas parabéns, lindos seus filhos
    e muita merda (no teatro significa sorte)
    beijos
    www.sublimeamordemae.blogspot.com

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  4. Que relato lindo Ivana! Adorei ler.
    Amei também o feriado de vocês. Que casinha de bonecas mais linda!
    Sabe que a Clara usa muito o teatro de fantoches que eu fiz com ela de papelão há alguns meses. Vale muito a pena fazer essas coisas com eles, a diversão é certa.
    O meu blog está fechado, mas não esquece de passar lá de vez em quando, tá?
    beijos!

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  5. Mais um texto fantástico, Ivana! Que ajude muita gente a tomar suas decisões!
    Seus relaos de parto são incríveis e é claro que a gente sempre pensa depois o que poderia mudar, mas vc é muito sábia em saber avaliá-los dentro do contexto da época, mesmo sabendo que sua cabeça é outra hoje, que vc tem muito mais informação e consciêcia, mas isso não exclui em nada a beleza do que vc viveu da forma como viveu.
    Beijos

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  6. Mais uma vez me perdi por aki e amei estas historias..aprendi, refleti tambem e fiquei muito feliz por si e pelos seus tres filhotes =D
    3 e os 3 tao diferentes e em cada um aprendeu uma lição. optimo =)
    Adorei ler ...

    Beijo

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  7. Tenho dois filhos e pude viver as duas experiências, a do parto normal e a da cesárea, não que fosse uma opção minha( a da cesárea), pois esperei até o último minuto para o parto normal, 42 semanas, mas minha médica nada me falou do parto induzido, creio que ela queria sim, uma cesárea(para se livrar logo...,porém Deus sabe de tudo, e para quem conta vantagens sobre a cesárea, não vi muitas não! Meu parto normal foi cheio de dores, mas de uma emoção indescritível...parabéns Iva, por ter conseguido essa proeza nos tempos de hoje e por ter achado médicas que te apoiassem nessa decisão!

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  8. Uau!

    me emocionei demais ao ler teus relatos... e principalmente por acompanhar teus aprendizados.

    Parabéns pela tua história!!

    beijo carinhoso

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  9. Olá! Conheci o blog através do CmpB e estou adorando. Já estou seguindo você, ok? Quando puder, tiver um tempinho, convido você para conhecer o meu! (:
    Sobre o seu relato de parto, confesso que sinto uma invejinha. Cada vez que leio um relato sobre parto normal lembro da minha cesárea, que não foi necessárea, lembro de como não tive minhas vontades atendidas. Ainda dói em mim. Talvez um dia eu supere... Ou não. rsrs! Beijos

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  10. Voce transmite uma coragem impressionante. Estou gravida de 16semanas e os planos sao pra um parto natural, espero conseguir!

    Beijos e saude a todos voces!

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  11. Lendo esse relato me animo mais ainda a tentar outro filho, dessa vez quero fazer tudo diferente, o parto, a amamentação, as visitas, não trabalhar durante a gravidez.Quero experimentar o novo no ano que vem (sera?) e se Deus quiser vou conseguir.

    Bjs e obrigada por compartilhar.

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  12. Que lindo Ivana...é por essas e outras que te admiro tanto.

    bjo,

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  13. Chorei, chorei, chorei!!!
    Ultimamente vivo assim, uma chorona...Lindo seu post!!!

    Bom final de semana pra vc, marido e filhotes!!!

    Jana

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  14. Tão verdadeira essa sua última frase...
    Sua história de partos é linda! E eu aqui, lendo sobre três partos normais, não consigo deixar de pensar em um próximo parto meu...
    Adorei, Ivana!
    Beijos

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  15. Ivana que lindo relato! Sabe que a pouco tempo comecei a escrever sobre os meus dois partos. Uma experiência incrível e muito diferente uma da outra. Um tempo, uma fase na nossa vida, no qual cada parto, cada filho traz um número enorme de aprendizados. Agora, já penso como será meu terceiro parto. Uma identificação incrível com seus relatos, com o número de filhos que tem.. Por que será, né? rs rs rs
    Beijos e bom final de semana.

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  16. Ivana fui capaz de estar na sala de parto ao seu lado, sentindo as dores com você. Quanta realidade na sua descrição... Que emoção... Infelizmente a natureza não me ajudou e eu não tive as temidas e esperadas dores do parto, mas fiquei muito feliz no momento que escutei aquele chorinho...
    Adorei e adoro estar aqui...

    Beijos mamãe guerreira...
    Carol

    Ah passa no blog que tem um sorteio de natal... ;P

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  17. Muito legal os teus relatos sobre os partos..Eu estou com 37 semanas contando os dias, a espera mais longa de toda minha vida e tmb vou ter parto normal, bom ler sobre pois me tranquiliza um pouco sobre as dores hehe bjos

    http://maeefeliz.blogspot.com/

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  18. Q lindoooo!E mesmo tendo sido 3 PNs cada um foi diferente né?Aqui tive 2 Pns e cada um foi de um jeito,mas foram iguais em um detalhe: a rapidez com que aconteceram,rsrsrs...sinceramente ñ me lembro nadinha da dor,após eles nasceram acabou e não me recordo,graças a Deus,ñ tomei anestesia e se fosse podre de estragada de rica teria mais filhos,rsrsrsrs...
    Eu tenho os registros dos meus partos em diário de papel,adoro...bjs,querida obrigada pela visita e fiquei imaginando o teu trabalho com as crianças com câncer,deve ser dureza,mas um grande ensinamento e engrandecimetno,parabéna a vc tbém por este trabalho...

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  19. lindo! lindo! lindo!!
    e que fera, vc logo no primeiro parto já soube confiar em si mesma, acreditar no seu corpo, resistir às orientações ruins, que orgulho e que lindas histórias seguintes, Ivana!!
    seus filhos tem que se orgukhar... nasceram com amor!
    amei!
    beijos e obrigada por compartilhar

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  20. Que lindo! Teu primeiro parto foi muito parecido com o meu... adorei o texto todo, emocionante! Parabéns pela coragem dos 3 partos, pretendo persistir nos próximos também.
    Beijo

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