Selinho da blogagem coletiva criado pela incrível Super Duper Anne
Hoje é o dia deles: os papais! Resultado de um movimento das mamães blogueiras, capitaneado por Carol.
Com vocês, o papai daqui.
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Pai de três
Olá,
Sou Márcio, marido de Ivana, pai de Carolina, Alice e João... Há alguns dias Ivana falou comigo sobre eu participar desse dia. Como o pedido foi feito muito mais em tom de intimação do que de convite, nem pude me eximir de participar deste momento (More, brincadeirinha!)
Bom, gente, ser pai, para mim, é algo curioso. Primeiro porque antes de ser pai, confesso que nunca me preocupei em me preparar para tal fato. Ao contrário das mulheres, que já vivenciam e se preparam para a maternidade, no mínimo, desde a gravidez. Sendo assim, a chegada do primeiro filho, no meu caso, filha, Carolina, mudou minha a vida radicalmente: sono constante (o que me incomoda até hoje), redução (sendo bonzinho) da diversão fora de casa, diminuição da privacidade do casal, etc. E, o pior, é que achamos tudo lindo... E realmente é!
Depois, vieram os outros dois, Alice e João, para completar essa saga MARAVILHOSA e sem fim chamada FAMÍLIA! Seguindo a risca às máximas que dizem “quem está na chuva é para se molhar” e “não se preocupem que Deus ajuda a criar”, eu e Ivana seguimos a vida “molhados”, “abençoados” e felizes o tempo todo!
Agora, brincadeiras a parte, ser pai para mim é muito bacana e é ter muita responsabilidade. Dizem por ai (meus amigos, para ser mais preciso) que sou um péssimo exemplo de homem, pois aqui em casa o trabalho com as crianças é totalmente dividido. Aqui não tem moleza... Mesmo que eu não quisesse, se bem conheço minha mulher, acho que não seria diferente (risos).
Procuro participar de tudo, presenciar todos os momentos importantes da vida deles. Acredito que esses primeiros anos de vida são importantíssimos para a formação de nossos pequenos. E, cá pra nós, não tem coisa mais linda e emocionante do que ver e viver o desenvolvimento dos filhos: o momento do parto (quando ficamos sem saber o que fazer... parece que tem alguma coisa errada, mas na verdade está tudo certo!), o primeiro sorriso, o virar na cama, o sentar, o engatinhar, o primeiro dente, o andar, as primeiras palavras, o primeiro dia na escola, a primeira apresentação, as primeiras palavras escritas e lidas...Cada um com suas particularidades e formas de ver e experimentar a vida: Carol super criativa, artista, sabida que só ela... Alice, meiga, sedutora, uma princesa! E João, meu Janjão, super esperto, risonho, sapeca, a coisa (segundo Alice, “o coiso”) mais linda do mundo!
É bem verdade que preciso ter um pouco mais de paciência e disposição para sentar em casa para brincar com as crianças. Não que eu não faça isso, mas é que Ivana dá show nesse quesito (aliás, vocês que acompanham este blog, sabem bem disso!).
Na paternidade, para mim, o mais difícil é a educação. É buscar o equilíbrio entre a rigidez e a flexibilidade. Tenho que confessar que às vezes sou muito rígido (“brabo”, seria mais adequado) e acabo me exaltando e exagerando nas broncas! Depois passo pela crise de consciência (e pelas puxadas de orelha de Ivana)...Fico péssimo! Mas sei que tento fazer sempre o melhor.
Bem, agora chegou a hora de eu me derreter: AMO MEUS FILHOS incondicionalmente!!!! O mais engraçado é que parece que esse amor sempre existiu... Não tivemos que conquistar ou ser conquistados... É, simplesmente, visceral!
Meus filhos são a razão de minha vida! Sou pai coruja assumido!
É isso!
Por Márcio Luckesi



