a festinha de alice - os preparativos

Estou dia e noite pensando nas coisas que preciso fazer ou providenciar para o aniversário de Alice no Sábado. Dormindo tarde, acordando cedo e “dando nó em pingo d’agua” pra dar conta de tudo. Por mais simples que seja uma festa, só o fato de assumir fazer quase tudo, já vira algo gigantesco. Sofro com o cansaço e sono, mas a mãe aqui gosta é disso. Escolher, experimentar pra ver se vai dar certo, criar em cima do que parece ser impossível, reaproveitar e, aos poucos, o cenário vai tomando forma. Delego muito pouco, aliás, quase nada. Isso é um problema, que precisa ser tratado, inclusive (depois falo um pouco mais sobre essa minha teimosia).

Mas está tudo caminhando, estou gostando do resultado, Alice tá aprovando, curtindo muito e está contando cada segundo para o dia da festa! Eu entro junto nesse clima de entusiasmo e fico ansiosa, parecendo que o aniversário é meu (quero tanto que dê certo que é quase isso). Ela às vezes me pergunta: pra quê isso? Eu digo a ela que é surpresa, que ela só vai ver no dia da festa. #tortura

Agora chega de conversa mole! Vou contar um pouquinho do que ando fazendo, sem entregar o ouro, claro, caso contrário, adeus surpresa pra minha filhota.

Estou trabalhando com papel de scrapbook, origami, muitas fitas, cianinhas, feltro, tecidos, latas de leite, palitos de churrasco e varetas de fazer pipa, quase tudo que usei no aniversário de Carol. Os enfeites das mesas são resultado de muitas dobraduras e estou quase expert na arte de fazer origami (minha cunhada Sandra me ajudou muito), fiquei com vontade de aprender mais.

Vou mostrar um pouquinho da trabalheira toda!


as folhas de scrapbook trazem várias possibilidades


esses papéis são próprios de origami, bem finos e fáceis de manejar


essas fitas também são maravilhosas para dar um colorido especial


mais papéis de scrap e latas que darão suporte ao enfeite das mesas


ripas de pipa forradas com fitas (basta passar cola quente no início e no final)


os papéis de scrap com brilho são muito bons para compor os detalhes


estrelinhas de feltro com bordas costuradas com linha branca (pra dar mais destaque), feitas por vovó Damis


meu trabalho quando as crianças dormem


petisqueiras feitas com papel de scrap, que tem uma gramatura que favorece esse visual mais encorpado, garantindo firmeza na hora de encher de balas, jujuba...ou o que vier na cabeça


eu amei fazer, o resultado me surpreendeu


Então, gente, a dica principal é a seguinte: usem e abusem dos papéis para scrapbook (e tem lojas especializadas nisso) e daqueles próprios para origami, que são encontrados facilmente nas papelarias. Acho que fica original, dando um toque especial na festa.

Inté!


lá vem história, música e curtas

Eu me encantei com dois livros nos últimos dias. Lá vem história e Lá vem história outra vez, ambos escritos por Heloisa Prieto e ilustrados por Daniel Kondo, trazem contos do folclore mundial e são adaptações das histórias que são apresentadas no programa “Lá vem história”, da TV Cultura. Foram apresentados a mim por meu professor de contação, Rafael Morais, e os adotei como leitura de todas as noites. Ora leio para as crianças - que ficam atentas aos enredos e curiosidades das histórias, além dos nomes diferentes e/ou divertidos de alguns personagens - ora para mim mesmo, buscando me alimentar da fantasia e imaginando como seria o exercício de contar aquele texto.







Curtinhos, divertidos, misteriosos ou ainda tristes, são contos pra toda a família, aproveitem!

E vocês já assistiram ao DVD do Pato Fu – Música de Brinquedo? Gente, eu já gostava do CD e quando vi a banda no palco, pirei!!! Coloquei o som nas alturas e chamei as crianças. João ficou paralisado, não sei se pelo DVD ou por causa da minha cara de garota-romântica-anos-oitenta, olhos fechados, cantando e dançando parecendo uma louca, sentindo cada acorde dos instrumentos...nostalgia total. Muito bom!





***

No mais, estou na correria de sempre, mas agora por conta do aniversário de Alice. Depois mostro os preparativos (tá difícil é achar tempo pra fazer o post!).


***

E tem muita coisa acontecendo ao-mesmo-tempo-agora. Resumindo: João tá dodói, tendo febre e incomodado quando come alguma coisa (acho que é a garganta e, por cautela, amanhã vamos visitar a pediatra); a babá nova mal completou um mês de trabalho já pediu pra sair alegando que está com saudade dos filhos que estão no interior (mas já soube que ela está querendo algo mais “light” e chegou a pedir um emprego a pessoas que já trabalham pra nossa família); ou seja, a luta continua e eu tô achando isso péssimo pra João (um dia desses a babá antiga esteve aqui e quase me ajoelho a seus pés pedindo que voltasse); e pra completar a minha empregada super-mega-eficiente está de licença médica tratando uma pneumonia e com suspeita de tuberculose! De forma que estou me vendo doida pra arranjar pessoas para substituí-la esses dias, gastando os tubos com diaristas!

Mas o furacão vai passar, ah, vai.


***

Esqueçam a parte chata do post, curtam as dicas e me contem o que acharam! Até qualquer hora.

o desmame - sai o peito, fica o abraço

Já fazia um tempo que João sugava o peito com mais força tentando tomar os últimos resquícios de leite. Talvez estivesse pensando que se a última gota secasse, não teria mais o meu colo, o meu aconchego, a hora que quisesse. O meu peito já doía e o caminho não poderia ter sido diferente, não haveria mais condição de continuar as mamadas.

Três dias antes do aniversário dele, chamei o pequeno no meu colo, dei-lhe um abraço e lhe disse que, mesmo sem o peito, que já estava dodói, ele continuaria sendo amado, acolhido e que nada nesse mundo nos afastaria. Ficaríamos sempre juntos, com beijos, abraços, colo, o tempo que precisássemos.

Um forte abraço deu lugar ao peito. E ele, com uma compreensão que sempre me surpreende, deixou-se envolver, recebeu o meu carinho de braços abertos, sem sofrimento, porque sabia (e sabe) que continuaria encontrando em mim o seu porto seguro.

Filho, acabou. Mas nunca vai lhe faltar o meu amor. Vou lhe abraçar forte quantas vezes for necessário. Esse vínculo que cultivamos desde que nasceu não se rompeu. Apenas se transformou e deu início a um novo tempo. O que nos une continuará sendo o amor que sentimos um pelo outro.

Foi assim que aconteceu o desmame. Sincero, sem rodeios, com cumplicidade e sem dor na alma.

O que fica é a lembrança, que pra mim será eterna, de ter amamentado meus três filhos, de ter vivido essa experiência incomparável, de saber que um dia poderei contar a eles que experimentamos, juntos, uma das coisas mais encantadoras que a maternidade pode dar de presente a uma mãe.

fala aí!

Depois de ouvir Carol lendo um texto que criou durante uma atividade de português, comento:

- Muito legal filha! Já pensou se está nascendo aí uma Carol-escritora?

- Péssima ideia, mãe. Eu vou ser trapezista.


***

Assistindo com Carol uma reportagem sobre crianças que esperam adoção, cuja imagem era um quarto repleto de crianças em vários berços, a conversa foi a seguinte:

- Mãe, por que essas crianças estão aí sem os pais?

- Filha, por que foram abandonadas, ou seus pais morreram...

- E tem gente que deixa na rua né, mãe?

- É filha, infelizmente.

- Eu nunca vou fazer isso. (gente, morri de pena)

Alguns minutos depois...:

- Mãe, por que você não adota um desses? Uns quatro...(oi???).


***

Alice, contando uma história antes de dormir:

- A borboleta estava “bochechando” com o coelho.

- Como assim Li?

- “Coxexando”. (ela quis dizer cochichando)


***

Estudando com Carol, pergunto a ela:

- Filha, você sabe o que é subsolo?

- Sei. É o “submundo” que fica lá embaixo.


***

Mostrando a Alice um enfeite para festa que tinha acabado de fazer, ela me diz:

- Ficou lindo e “místico”, mãe!

- Como assim “místico”?

- “Místico” é maravilhoso, mãe!


***

Alice antes de dormir:

- Mãe, quer ouvir uma história?

- Quero sim. Conta aí.

- Era uma vez e foram felizes para sempre. Pronto. É só isso.


***

Alice reclamando na hora de escovar os dentes:

- Mãe, sabe por que eu não gosto de escovar os dentes?

- Não.

- Porque eu não gosto de molhar minha roupa!


***

Carol comentando de um amigo:

- Mãe, “fulano” é todo “confundido”.

- Como assim?

- Ele não usa vírgula quando escreve.


***

Carol contando o que aconteceu com uma colega da escola:

- Mãe, sabia que um órgão de “fulana” inflamou?

- Que órgão?

- O “apênis”.

- Filha, não foi o apêndice???


***

Depois de conversar com Carol sobre terremotos, ela comenta:

- A gente deu muita sorte de nascer no Brasil sabia? Porque se a gente tivesse nascido no Japão a gente ia “pegar” terremoto.


***

Fazendo as atividades da escola com Carol, ela diz:

- Mãe, não tô me sentindo bem.

- Como assim, filha. Tá sentindo o quê? (mãe já preocupada)

- Acho que estou tonta...

- Você comeu direito?? Quer uma água??? Por que você tá tonta???? (#maeemdesespero)

- Acho que tô tonta pra fazer a atividade. (ah, sim...)

***

Depois de ouvir Alice pedir pra passar batom, Carol lança o comentário:

- Eu tenho PA-VOR de criança com batom.


***

Alice falando sobre o semáforo (ou sinaleira, como se diz por aqui):

- O verde é pra correr. O vermelho é pra parar e o amarelo é: atenção, vai ficar vermelho!!!


***

Carol reclamando de Alice:

- Mãe, eu tô tão furiosa que tô até com vontade de ficar aborrecida! Meu cérebro está quase estourando!


***

Alice conversando comigo:

- Mãe, eu já sei o que tem no final do arco-íris.

- É??? E o que tem?? (mãe empolgada)

- Nuvem. (mãe com cara de boba)


***

Depois de colocar um vestidinho em Alice para um passeio, Carol diz:

- Aff....Alice tá toda arrumada, parecendo uma modelo. Deus que me livre.


***

Carol revelando o seu sonho:

- Mãe, sabe o que eu sonhei? Que você ia ter que ter mil babás. Sabe por quê? Porque você tinha mais um filho e o nome dele era Carlos ou Marcos. (mais um? oi?)


***

E João pedindo pra ver o DVD de Charlie e Lola:

- “xôlola, mãi, xôlola”!

a festinha de joão e dicas simples

No Sábado comemoramos o aniversário de João aqui em casa mesmo, com a presença dos primos e amiguinhos mais próximos. Foi uma semana super corrida e, por três dias, dormi mais de meia noite arrumando lembrancinhas e parte da decoração.  Tudo muito simples, mas cuidadosamente pensado! O resultado ficou maravilhoso, bem do jeitinho que queria.

Não teve tema, trabalhei com as cores azul e marrom, enfeitei a sala com algumas bolas e coloquei fotos de João na mesa para enfeitar. Fiz cupcakes, brigadeiro, cachorro quente, encomendei pão delícia e deixei o resto com o maridão. Gente, foi uma farra, João aproveitou cada momento, correu, pulou, dançou, comeu um trilhão de jujubas e só dormiu quando todos os convidados foram embora.

Foi um dia muito especial, fiquei feliz demais por ele, mas me questionava toda hora “meu filho tá crescendo, cadê meu bebê?”. Um misto de alegria, gratidão e expectativas em relação ao futuro. Que ele cresça cada vez mais lindo, sorridente, espirituoso e amável. Meu meninão.

Agora deixa eu mostrar o que rolou aqui e aproveito pra dar algumas dicas. Vamos lá!


Logo cedinho ele ganhou um bolo de vovó Damis e uma cesta de café da manhã com muitas guloseimas (abafa!). Essa cesta é tradicional, e não é mais surpresa, porque vovó Damis dá aos filhos e netos em TODOS os aniversários. E ai se ela deixar de fazer essa “surpresa” um dia, vai todo mundo reclamar! Ela inclusive reaproveita as cestas, depois que as guloseimas são devoradas, porque vovó é super consciente e ecologicamente correta, tá?


A pessoa pede pra ajudar, a mãe deixa e dá nisso.


Os cupcakes foram arrumados em cima de cestas de madeira, viradas de cabeça pra baixo



Olha as cestinhas aí...ah, e foram as mesmas utilizadas na mesa de salgados do aniversário de Carol



Utilizei também caixas vazias de presente, compradas em papelaria, para arrumar os doces. Aproveitei inclusive as tampas (caixas marrom e de listras verde, azul e branco)


Usei forminhas especiais para os brigadeiros, o que fez toda a diferença



Os doces com nozes foram arrumados sobre pequenas caixas cheias de chocolate, colocadas uma ao lado das outras (mais uma dica de suporte, ao invés de bandejas)



Agora é se preparar para o aniversário de Alice, que tá pertinho, socorro! Já comecei a fazer algumas coisas para a festinha, que vai ser um pouquinho maior do que a de João, porém bem mais simples do que a de Carol, porque a mãe aqui já está falida, mas com certeza muito divertida também. Depois conto como estão os preparativos!

Enquanto isso a gente vai rezando aqui pra ter criatividade e muita disposição pra aguentar o tranco, além de tentar correr atrás do prejuízo depois de passar pelo menos dois dias comendo sobras de bolo e brigadeiro no intervalo das refeições, fingindo que não estava vendo as frutas cortadas cuidadosamente pela empregada, na cara da geladeira. Ô gula.












minha mãe que disse! - hoje eu estou lá

Hoje fui passear lá no Minha Mãe que Disse!, no especial Minha Mãe Adora Viajar! Vão prestigiar azamigas, porque o especial promete! Bjos!








péssima mãe

Você faz a gente se sentir uma péssima mãe”.

Ouvi essa frase conversando com uma pessoa sobre vários assuntos que sempre estão nas rodas de discussão sobre maternidade. Havia falado um pouco sobre a minha rotina, sobre a forma como educo meus filhos, sobre o tempo que lhes dedico e da oportunidade que tenho de realizar projetos pessoais, conciliando-os com o trabalho. E não foi a primeira vez que ouvi isso.

Daí que eu começo a me perguntar se vale a pena compartilhar as experiências que tenho como mãe com algumas pessoas, porque nem todo mundo consegue aproveitar a troca, a conversa, para extrair algo positivo. Ao contrário do que muita gente pensa, ouvir experiências de outras pessoas que às vezes pensam completamente diferente de você pode ser muito enriquecedor. E esse é um dos motivos que me faz continuar escrevendo e ficando até mais tarde no computador à noite só pra ler coisas interessantes. Além do que não posso perder a chance de refletir sobre algumas questões que podem estar adormecidas em mim, esperando a hora de mostrar as caras.

Quando resolvo expor a minha vida e expressar a minha opinião, não tenho a mínima intenção de vestir a máscara da mãe perfeita, ideal, que educa os filhos impecavelmente. O intuito é discutir, ouvir e aprender. Sou apenas mais uma, dentre milhões de mães por aí, que acerta, erra, cospe pra cima e está sempre tentando melhorar e se auto avaliar.

Amo ficar com meus filhos, mas fico chateada quando depois de um dia cheio no trabalho chego em casa e só recebo lamentações e milhares de justificativas para as brigas que ocorreram enquanto estive fora. Adoro ler pra eles, mas tem dias em que já apago as luzes dizendo que “não vai ter histórias porque estou cansada e preciso dormir”. Sou extremamente paciente para explicar o porquê de todas as minhas determinações, mas tem dias em que digo que “vai ser assim” e ponto, sem dar explicações a ninguém. Adoro casa cheia, com criança correndo pra lá e pra cá, gritando, brincando de picula, mas tem dias em que não quero ouvir um “ai” e nem ver brinquedos espalhados pela casa. Exijo silêncio e tudo arrumadinho no seu lugar, sem reclamações.

Já me esqueci de arrumar a mochila das meninas, de escovar os dentes de João, de dar remédio na hora certa; já deixei de fazer a tarefa da escola com Carol porque precisei sair de casa simplesmente para espairecer; já dei carboidrato (lasanha, macarrão, pão com queijo) às crianças nas três refeições do Domingo, por ser mais prático, rápido e gostoso; já me permiti não fiscalizar o lanche que a babá colocou para as meninas só pra não perder tempo de abrir as mochilas bem na hora de sair; já coloquei os três no parquinho do shopping com a babá só pra ir à livraria e sentar pra tomar um café em paz; já coloquei os três pra dormir mais cedo do que o normal pra ter mais tempo de ler meus livros. Já fiz tanta coisa digna de uma mãe “imperfeita”...

Como qualquer mãe, sou cheia de qualidades e defeitos. Ninguém precisa se sentir péssima pelas minhas qualidades, mas sim, encontrar as suas próprias e entender que o universo de uma mãe não se confunde com o de outra, porque as variáveis são inúmeras e as circunstâncias que circundam cada uma fazem toda a diferença, sem falar nos fatos marcantes que trazemos do acervo da nossa infância e que influenciam profundamente a nossa conduta.

E nesse contexto de tantas diferenças, quem sai ganhando é quem consegue compartilhar experiências e aprender com elas, e não se culpar, julgar a si mesmo ou o outro.

o_O

João, prestes a fazer dois anos, está tomando café com as meninas tranquilamente na mesa. De repente, bate o braço no copo com água e derrama tudo. O pequeno exclama:

- êta pôa!!! (êta porra!)

Pergunta número um querendo rir oi???

Pergunta dois: onde ele ouviu isso?

E a pergunta que não quer calar: o que faço com o “êta pôa” que virou hit aqui em casa???


cada qual com seu cada qual


Se Alice pudesse, viveria num mundo cor-de-rosa. Aliás, ela própria seria cor-de-rosa. É a cor que está mais presente em sua vida, refletida nos brinquedos, nas bonecas, nas roupas, sapatos, na escova de dente, no caderno...Overdose de rosa.

Gosta de brincar de boneca, vestir fantasia, de livros com histórias de princesas, e quando tem de escolher um presente, o tema e a cor são sempre os mesmos: princesas e rosa. Adora também se vestir de bailarina e me disse um dia desses que quando crescer vai ser professora de balé E médica. Atividades super conciliáveis, né?

Só quer sair de vestido (e de preferência rosa ou com estampa de flores), adora ouvir música, cantar e sair dançando pela casa. O próprio retrato de uma menina romântica e encantadora (cof, cof).




Carol respira aventura, esportes e arte. Patins, patinete, skate, bola são seus brinquedos preferidos. Adora carros, Lego, vídeo-games e se orgulha de disputar embates de beyblades com os meninos da escola de igual pra igual. Gosta de super-heróis, dragões, dinossauros e livros sobre curiosidades.

Não curte muito usar vestido ou saia, prefere short, calça ou macacão, e a sua cor preferida é azul. Sapatilha só em dia de festas especiais. Gosta de tênis, azul ou preto, e que seja fácil de calçar. Prefere usar o cabelo solto e, se for para prendê-lo, pede pra não colocar enfeite rosa. Aliás, ela foge do rosa.

Ela me disse um dia desses: “eu não gosto de contos de fadas”. E emendou: “gosto das coisas de menino, porque são mais legais”. Outro dia me falou que quando crescer vai ser dona de uma loja de games E motorista de ônibus. Coisas básicas e bem tranquilas, claro.

É engraçada e vive inventando arte: constrói foguetes, quer fazer filminho com a máquina fotográfica e adora colar fotos e desenhos nas paredes.


Ela ainda não está viciada em games, tá?


Já fez até desenhos com grampos de cabelo.






A última novidade é que quer fazer Karatê, desesperadamente. Inclusive já colocou esse sonho no papel.




O próprio retrato de uma menina com alma artística, esportista e bem humorada (cof, cof).

E João? Esse é da farra, das gaiatices e brinca de tudo. O importante é estar junto das meninas, seja em que circunstância for.





Administrar essas diferenças não é tão fácil quanto se imagina. Não dá pra pensar assim: o que é de um, serve para o outro. Não. Não serve. Seria mais prático comprar para as meninas o mesmo tipo de roupa, de sapato, de caderno, de mochila...Só que os estilos são diferentes, o jeito de pensar é diferente, e é preciso paciência, dedicação e, acima de tudo, respeito para lidar com isso.

O tempo vai passando e eu vou aprendendo que cada um pode sim ter escolhas completamente diferentes; que essa diferença é muito enriquecedora e me dá oportunidade de viver experiências novas todos os dias. E, além de tudo, fica a certeza de que tem um pedacinho de mim em cada um deles. Bom, né?




histórias de mãe beata - espetáculo



Ontem fui com as meninas assistir ao espetáculo Histórias de Mãe Beata, resultado do trabalho de contadores de histórias do grupo Akpalós - que nasceu da oficina “Teatro Griô: O Prazer de Contar Histórias” - com direção do meu querido professor de contação, Rafael Morais.

Com muita música, dança e momentos de extrema delicadeza, o grupo traz os contos da Yalorixá Mãe Beata de Yemonjá, nascida em Cachoeira e que integram o seu livro “Caroço de Dendê”, retratando os encantos do Recôncavo Baiano, os mitos dos orixás e as histórias de animais sagrados.

E pra coroar a festa de estreia, Mãe Beata veio direto do Rio de Janeiro para assistir ao espetáculo e se emocionou muito com o que viu, chorou copiosamente e quase não conseguiu falar quando foi agradecer a homenagem. Eu simplesmente desabei, chorei com as palavras dela e fiquei muito feliz por ter participado daquela festa. Todo o sacrifício “logístico” que fiz para estar ali, por se tratar de um Domingo, não foi nada diante da beleza que presenciei e da emoção a qual me entreguei como há muito tempo não fazia.


mãe beata, linda de azul, agradecendo emocionada




Pra quem mora em Salvador e gosta de boas histórias, não pode deixar de prestigiar um trabalho tão especial!

As próximas apresentações ocorrerão nos dias 09, 16, 23 e 30 de outubro, e 06, 13 e 20 de novembro, sempre às 11h, no Espaço Xisto Bahia – Rua General Labatut – Barris (Biblioteca Central). A entrada custa R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia).

Lá, no mesmo espaço, vocês poderão apreciar também a exposição Ícones Pop da Música Brasileira, em forma de caricaturas e ilustrações de cartunistas de várias partes do Brasil, que se reuniram para homenagear músicos brasileiros, como Caetano Veloso, Nando Reis, Zé Ramalho e muitos outros. 

A exposição coletiva é formada pelos artistas gráficos:  Abel Marcelino (BA), Adalfan Filho (CE), Alessandro Trindade (BA), Amauri (BA), Bira Dantas (SP), Chris, The Red (DF), Caó Cruz Alves (BA), Davi Sales (BA), Danilo Dias (BA), Elton Carlos (BA), Gabriel Torres (BA), Isadora Sabar (BA), Jamile Coelho (BA), Luciano Araujo (RJ), Marchini (SP), Oliver Quinto (SP), Olegário Gouveia (BA), Uenderson (SP), Zecarlos (SP), Wal Alves (BA) e Wilton Bernardo (BA).

Gente, as meninas adoraram, olhamos todos os trabalhos antes do início do espetáculo.

Só um aperitivo:


Imagem daqui


Eu só posso dizer que cada vez mais fico admirada com aqueles que conseguem viver da arte, que se entregam tão profundamente a um trabalho e ainda semeiam dentro da gente a vontade de querer mais e até se enveredar por esse caminho. E o curso de contação tem me proporcionado isso, experimentar algo tão diferente, e que, sem dúvida, tem me transformado a cada dia. Estou feliz por ter sido abraçada por essa arte!





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