batuque, dança e mistura

No último Domingo fiz um programa diferente com as crianças: fomos assistir e participar de uma “roda de tambores”, coisa da qual nunca tinha ouvido falar, antes de receber a divulgação da roda que ocorreria na varanda do Teatro Sesi do Rio Vermelho.

Foi uma experiência diferente, muito especial e, diria, surpreendente. As crianças participaram entusiasmadas da roda, tocaram vários tipos de tambores e instrumentos de percussão (caxixi, agogô, tambor de língua – arubatá, ganzá, côco e chocalhos) e se renderam ao batuque. Chegaram até a comentar a desenvoltura dos três.

Os percussionistas Ju Linares e Leo Cunha conduziam a roda como uma verdadeira orquestra, e todos obedeciam, entendendo as mensagens que eram transmitidas através de gestos, ora suaves, ora decisivos e até através da dança. Uma coisa fantástica e contagiante.

Imaginem a cena: várias pessoas sentadas numa roda (adultos, crianças, idosos), cada qual com o seu instrumento à mão (que depois eram trocados entre os participantes), sem se conhecerem, mas juntas, ali, com o mesmo propósito de doarem a sua capacidade (independentemente dos limites de cada um) para fazer música. Cada um fez a sua parte e o resultado foi um som maravilhoso, harmônico e envolvente.

Fiquei feliz em ter proporcionado esse momento às crianças. Sei que saímos de lá levando algo novo. É uma provocação gostosa, daquela que mexe com a gente. É disso que gosto e quero oferecer a meus filhos: diversidade, mistura e arte.


E pra completar esse contexto cultural, nas oficinas de contação de histórias estou tendo aulas de danças populares, como maracatu, ciranda, coco de roda (dança de umbigada) e o jongo. Muito ritmo ao som desses mesmos instrumentos percussivos, firmeza nos pés e suor. Estou completamente encantada e tem horas que me pergunto se não escolhi a profissão errada, rs.

Coisa boa é estar com quem a gente gosta, é se superar, é descobrir outros caminhos e se alegrar com isso.

6 comentários:

  1. Nossa Ivana, que delícia!

    Coisas que só a a Bahia tem, né?

    Beijos

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  2. Que delícia, Ivana, adorei (e invejei)! Adoro o Rio Vermelho, o SEI, a percussão, o mar... ai, bateu saudade!
    Beijos

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  3. Pense numa mulher que admiro? Cara, toda vez que venho aqui fico orgulhosa de ter conhecido vc...Adorei a ideia!!!
    Bjo Jana

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  4. que tudo!
    agora me arrependi de não ir... fiquei aguardando pedro terminar um compromisso e lá se foram sete horas da noite... devia ter ido esperar tocando tambor!
    beijoca

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  5. Obrigada pela força, querida! Cada dia melhoro um pouquinho mais, graças a Deus!
    Grande beijo! ;)

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  6. Diversidade, mistura e arte! Isso mesmo Ivana... tão importante na formação dos nossos filhos. E música tem algo melhor, mais alegre? Música é vida. Está sumida, mas entendo totalmente e está certíssima. Adorei suas visitas recentes... E olha estou sempre por aqui mãe de três. Não é a toa que me identifico...Beijos, beijos

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