um minutinho e bia bedran


Minha vida tá uma loucura: trabalho, pós, provas, ensaios, leituras...mas não vou deixar o blog encher de poeira!

Tô passando aqui rapidinho pra deixar duas dicas bacanas. O novo CD do grupo Palavra Cantada (Um Minutinho) está demais! Adquiri antes mesmo de colocado em exposição, porque cheguei na livraria pra comprar bem no dia em que o CD ainda estava no estoque e a moça gentilmente o pegou pra mim. 




As músicas são uma delícia, estamos ouvindo no carro e a maior parte das letras as crianças já estão cantando, é muito bom! Uma das músicas é a trilha de abertura do programa Quintal da Cultura, que assistimos aqui em casa através da TV Rá Tim Bum.





Outra dica é o DVD do show “Cabeça de Vento”, de Bia Bedran, uma mistura linda de histórias, músicas e teatro. 





Assistimos este show ao vivo aqui em Salvador, esse mês, e foi fantástico! Pena que o teatro não estava lotado, porque o show aconteceu bem no dia das mães (pra mim foi ótimo!) e de um clássico do futebol baiano, o que, certamente, afugentou o público. Mas valeu a pena e me apaixonei ainda mais pelo trabalho dela. 


 Bia no palco

 música e voz lindas



Aproveitem as dicas! Um ótimo final de semana e até mais! 

o quarto e a casinha de papelão


Há muito tempo estava incomodada com a falta de espaço no quarto de João. Isso resultava na falta de identificação dele com as próprias coisas, que não estavam tão disponíveis como deveriam. Muitos brinquedos e livros ficavam fora de seu alcance e ele acabava recorrendo ao quarto das meninas, onde  encontrava tudo mais fácil e terminava brincando por mais tempo, até pelo espaço, que é bem maior.

Preocupada com essa questão da acessibilidade e para que ele pudesse aproveitar melhor o espaço do próprio quarto, fazendo dali também um lugar de brincadeiras e de descobertas, tomei uma medida radical. Tirei a cômoda que ocupava boa parte do quarto e reorganizei os brinquedos. Doei alguns e transferi as roupas para o minúsculo armário que ele herdou das meninas (como ele não tem muita roupa, consegui organizar sem ficar com cara de "arrumação improvisada").


antes


 depois

 tudo pertinho

cantinho da leitura
                                                                       

Impressionante como ele agora fica mais no quarto, futuca os brinquedos, procura-os, concentra-se mais no que está fazendo. Vendo-o explorar o quarto com mais liberdade e interesse, até me arrependi de não ter feito tudo isso antes. #culpa





E pra completar, fizemos uma casinha de passarinho de papelão e penduramos no antigo porta-fraldas. Para forrar a casinha, utilizei papel de presente, que eu havia guardado há muito tempo, justamente imaginando que um dia usaria para fazer "a" casa. Adoramos o resultado! Alice pediu uma também e acabei fazendo duas.


 fiz um molde (pentágono)


 cortei o papel de presente no mesmo formato


colei no papelão


 ficou assim

fiz as laterais e furei a frente da casinha, formando um círculo


coloquei uma fita elástica no telhado para pendurar o cordão


o resultado


minha inspiração: a casinha que enfeita a varanda da casa de vovô Cipri


Agora sim, cada coisa em seu lugar, João curtindo o seu quarto como nunca e uma casinha fofa pra representar a mudança. Agora só falta arranjar o passarinho.

do tamanho do infinito


Meus amores,

Quando estou com vocês eu me sinto uma fada. Daquelas com asas, uma varinha e um pó mágico, carregados de amor. Com leveza, consigo transformar a vida numa grande oportunidade de compartilhar e de aprender, com a certeza de que não existe nada mais importante do que vocês.

Vocês me ensinam todos os dias a ter paciência, a pensar antes de agir, a não falar o que não precisa ser dito, a ser a mãe que gostaria de ser.

Queria que vocês soubessem que não sou perfeita, que erro como qualquer ser humano, mas a minha caminhada é sempre para que vocês sejam pessoas dignas, generosas e acolhedoras, ainda que tenhamos de enfrentar alguns tropeços nessa tentativa. Pra mim sempre valerá a pena.

Obrigada pelo sorriso de todos os dias, pelos beijos e abraços calorosos antes de dormir, pelas ligações chorosas reclamando a minha presença em meio a uma reunião de trabalho, pela cama compartilhada nas madrugadas, pelas brincadeiras, por me fazerem chorar de emoção e alegria...por tudo!

Amo vocês, do tamanho do infinito! 

Uma simples homenagem pelo dia das mães, mesmo acreditando que todos os dias são nossos.

batuque, dança e mistura

No último Domingo fiz um programa diferente com as crianças: fomos assistir e participar de uma “roda de tambores”, coisa da qual nunca tinha ouvido falar, antes de receber a divulgação da roda que ocorreria na varanda do Teatro Sesi do Rio Vermelho.

Foi uma experiência diferente, muito especial e, diria, surpreendente. As crianças participaram entusiasmadas da roda, tocaram vários tipos de tambores e instrumentos de percussão (caxixi, agogô, tambor de língua – arubatá, ganzá, côco e chocalhos) e se renderam ao batuque. Chegaram até a comentar a desenvoltura dos três.

Os percussionistas Ju Linares e Leo Cunha conduziam a roda como uma verdadeira orquestra, e todos obedeciam, entendendo as mensagens que eram transmitidas através de gestos, ora suaves, ora decisivos e até através da dança. Uma coisa fantástica e contagiante.

Imaginem a cena: várias pessoas sentadas numa roda (adultos, crianças, idosos), cada qual com o seu instrumento à mão (que depois eram trocados entre os participantes), sem se conhecerem, mas juntas, ali, com o mesmo propósito de doarem a sua capacidade (independentemente dos limites de cada um) para fazer música. Cada um fez a sua parte e o resultado foi um som maravilhoso, harmônico e envolvente.

Fiquei feliz em ter proporcionado esse momento às crianças. Sei que saímos de lá levando algo novo. É uma provocação gostosa, daquela que mexe com a gente. É disso que gosto e quero oferecer a meus filhos: diversidade, mistura e arte.


E pra completar esse contexto cultural, nas oficinas de contação de histórias estou tendo aulas de danças populares, como maracatu, ciranda, coco de roda (dança de umbigada) e o jongo. Muito ritmo ao som desses mesmos instrumentos percussivos, firmeza nos pés e suor. Estou completamente encantada e tem horas que me pergunto se não escolhi a profissão errada, rs.

Coisa boa é estar com quem a gente gosta, é se superar, é descobrir outros caminhos e se alegrar com isso.

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